1. O Cidadão Romano
O direito à cidadania romana podia ser conseguido nos seguintes casos:
a. Por nascimento (At 22:28) em uma cidade romana.
b. Por compra, com grande quantidade de dinheiro (At 22:28).
c. Por algum serviço de distinção fora do comum realizado a favor do Império Romano.
d. Quando um escravo romano recebia a sua liberdade.
O cidadão romano além de não poder ser açoitado nem morto por crucificação (At 16:35-39), tinha também o direito de defender-se diante de seus acusadores e apelar a César (At 25:13-22).
2. A Religião
O paganismo – O Deus supremo do “panteão” grego a hierarquia de divindades, era Zeus, filho de Cronos.
Cronos que arrebatara o governo do mundo das mãos de seu pai, Urano. Canibal, que devorava os seus próprios filhos à medida que iam nascendo. Todavia, a mãe de Zeus salvou o seu infante ao entregar a Cronos uma pedra envolta em cobertores infantis, para que a engolisse ao atingir a idade adulta Zeus derrubou o seu pai e dividiu o seu reino com seus dois irmãos: Posseidom, que ficou como governantes dos mares, e Ades, que se tornou senhor do mundo inferior, do mundo dos mortos. O próprio Zeus pôs-se a governar os céus. Os deuses tinham acesso a terra, vindos de sua capital, o Monte Olímpio, na Grécia.
De acordo com mitologia, vez por outra Zeus era forçado a abafar rebeliões entre os deuses, os quais exibiam pendores perfeitamente humanos, de paixão e concupiscência, de amor e ciúmes de ira e ódio.
De fato os deuses seriam superiores aos homens somente em poder, mas de forma nenhuma quanto a moralidade. Um deus extremamente popular era “Apolo”, filho de Zeus, inspirador de poetas, vidente e profeta, que também realizava outras numerosas funções. Em Delfos na Grécia, um templo dedicado á Apolo fora erigido por cima de uma caveira, de onde emanava vapores das profundezas da terra e o povo comum julgava ser o hálito de Apolo. Uma sacerdotisa ficava assentada sobre uma trípode diretamente sob a abertura no solo, inalava os vapores, em estado de transe, murmurava sonhos desconexos e ininteligíveis, que eram registrados e interpretados de modo vago pelos sacerdotes, em respostas aos adoradores e consultantes.
A religião oficial de Roma adotou grande parte da mitologia grega. As divindades romanas vieram a ser identificadas com os deuses gregos e os romanos também adicionaram certas características, como sacerdócio sobre o qual o próprio imperador atuava como “Pontifex Maximus” ou sumo sacerdote.
A religião na Roma Antiga caracterizou-se pelo politeísmo, com elementos que combinaram influências de diversos cultos ao longo de sua história. Desse modo, em sua origem, crenças etruscas, gregas e orientais foram sendo incorporadas aos costumes tradicionais adaptando-os às necessidades da população.Os deuses dos antigos romanos, à semelhança dos antigos gregos, eram antropomórficos, ou seja, eram representados com a forma humana e possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos.
O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizadas festas, jogos e outras cerimônias. Posteriormente, diante da expansão militar que conduziu ao Império, muitos deuses das regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos.
No âmbito privado, os cidadãos, por sua vez, tradicionalmente buscavam proteção nos espíritos domésticos, os chamados "lares", e nos espíritos dos antepassados, os "penates", aos quais rendiam culto dentro de casa.
Posteriormente, diante da difusão do cristianismo, o imperador Constantino promulgou o Édito de Milão (313), que estabeleceu a liberdade de culto aos cristãos, encerrando as violentas perseguições que lhes eram movidas. Pouco depois, no século IV, o cristianismo tornou-se a religião oficial do Estado, por determinação do imperador Teodósio, em 381.
Comparação Entre o Panteão Grego e o Romano
| Atributos Principais | ||
| Rei de todos os deuses | ||
| Rainha de todos os deuses, protetora das mulheres, do casamento e do parto | ||
| Deusa do amor | ||
| Deus da guerra | ||
| Deus dos mortos | ||
| Deus dos mares | ||
| Deus do amor e da paixão | ||
| Deusa da colheita, da agricultura | ||
| Deus das festas, do vinho | ||
| Mensageiro dos deuses, protetor do comércio | ||
| Deus dos metais, da metalurgia, do fogo | ||
| Deus do tempo | ||
| Deusa do fogo sagrado |
Segundo a prática de a muito firmada de atribuir divindade aos governantes, o senado romano lançou a idéia do culto ao imperador ao deificar a Augusto, após sua morte. Elementos leais e entusiastas das províncias orientais algumas vezes apresentavam essa deificação para si mesmos antes de morrer. O insano Calígula ordenara que uma estátua sua fosse erigida no templo em Jerusalém a fim de ser adorada. Afortunadamente tal medida foi adiada pelo mais sensato embaixador sírio, porquanto por elas, sem dúvida, os judeus teriam ser voltado. Neste ínterim, no entanto, Calígula foi assassinado.
Domiciano foi o primeiro a tomar providencia sérias e generalizadas para forçar a adoração de sua esposa. A recusa dos Cristãos em participarem do que passou a ser tido como um dever patriótico, como uma medida tendente a unificar o peito de lealdade ao imperador, procurar uma perseguição que foi crescendo de intensidade.
Muito se tem escrito sobre a larga popularidade e influência das religiões de mistério dos gregos, egípcios e povos orientais sobre o primeiro século cristão, como os cultos de Eleusis, Mitra, Isis, Dionísio e Cibele. Prometendo purificação e imortalidade ao indivíduo, freqüentemente esses cultos giravam em torno de mitos sobre uma deusa cujo amante ou filho fora arrebatado dela, usualmente através da morte, para ser subseqüentemente restaurado. Esses mistérios também envolviam ritos secretos de iniciação e outras cerimônias como lavagens cerimoniais, aspersão de sangue, refeições sacramentais, intoxicação alcoólica, frenesi emocional e um impressionante Fausto por meio do qual dos devotos em contato místico com os deuses. A igualdade social no seio desses cultos misteriosos contribuía para a atração que exercia. Em anos mais recentes, contudo, tem-se percebido de maneira crescente que a ausência de antigas informações sobre essas religiões, mui provavelmente significa que não desempenham um papel dos mais importantes no s estudos sobre o novo testamento.
É somente já nos séculos II, III e IV da era cristã que chegamos obter informações detalhadas a respeito das crenças defendidas pelos devotos desse mistério. Assim sendo apesar de ser indubitável a existência das religiões misteriosas antes do cristianismo, suas crenças posteriores se tornaram um tanto paralelas às crenças cristãs – aliás, esse paralelismo com freqüência tem sido exagerado – o mais provável é que as religiões misteriosas tenham tomado por empréstimo certas idéias do cristianismo e não ao contrário, se levarmos em conta que os pagãos eram notáveis assimiladores, ao passo que passo que os primitivos cristãos eram exclusivistas. Não obstante, os paralelos geralmente são reais, isso não implica necessariamente em que tenha havido empréstimos de uma coisa para a outra.
Os historiadores deram o título de “Pax Romana” (paz romana) ao período compreendido entre
A Pax Romana deu grande aumento no comércio e trouxe grande prosperidade à Roma. As importantes estradas romanas foram construídas neste período.
Um dos segredos da manutenção da paz foi a disposição de Augusto de dar governo autônomo às províncias, ao lado do emprego rápida da força militar para sufocar rebeliões ou terrorismo. Augusto permitia que as nações conquistadas conservassem sua língua, costumes e religião, enquanto o povo vivesse em paz com Roma.
A Pax Romana chegou ao fim na época da verdadeira crise monetária no terceiro século, quando a anarquia política e a inflação monetária causaram o colapso da economia do império.
4. Política administrativa
4.1 O Modo
Os imperadores romanos geralmente eram tolerantes com as religiões dos povos conquistados e davam uma relativa liberdade aos seus subordinados enquanto estes pagavam seus tributos e eram fiéis à política romana.
4.2 Os Césares
Nome de família de um romano da casa Juliana de Roma. O nome de família vem desde
Por ter sido este o nome do grande conquistador, o nome César ficou sendo o tipo ou símbolo do poder civil em geral, e é usado continuamente neste sentido nas discussões relativas aos domínios do poder civil e religioso (Mt 22:17-21; Mc 12:14-17; Lc 20:22-25). O nome César aplica-se no NT, aos seguintes:
a. Algusto César: primeiro imperador romano (Lc 2:1) no ano
b. Tibério César: segundo imperador romano (Mt 22:17; Mc 12:14; Lc 3:1; Lc 20:21,22; Jo 19:12) nascido no ano
c. Cláudio: imperador romano fraco, vacilante, tomou posse do governo contra a sua vontade. Herodes Agripa tinha ido /á Romãs para assistir à sua coroação o que lhe valeu o domínio sobre toda a Palestina. No princípio de seu reinado favoreceu aos judeus e os reintegrou os judeus de Alexandria em seus primitivos privilégios, porém depois baniu-os de Roma (At 18:2). Morreu no ano 54 d.C. tendo reinado 14 anos.
d. Nero: quanto imperador romano (At 25:12-21; At 26:32). Foi adotado como filho de seu antecessor Cláudio. Procurando garantir-se no poder envenenou seu irmão britânico. No décimo na o de seu reinado, uma grande incêndio devorou três dos quatro distritos da capital. Julga-se ter sido ele mesmo que ateou fogo. Correndo perigo a sua vida acusou os cristãos de serem eles os incendiários e, por isso, muitos deles sofreram morte cruel. Como Saul, tentou suicidar-se mas, falhando seu intento, ordenou a um dos assistente a completar a obra. Morreu no ano 68 com 32 anos de idade e 14 anos de reinado.
e. Tito: filho de Vespasiano foi o décimo imperador romano. No ano 66, Vespasiano foi enviado á Palestina para sufocar uma revolta dos judeus, sendo acompanhado por Tito. Três anos depois, quando Vespasiano correu á Roma para assegurar para si o trono, deixou Tito no comando do exército dirigindo o cerco de Jerusalém no na o 70. Tito fez-se imperado no ano 79 e morreu no ano 81, tendo 40 anos de idade.
Ato ou operação pelo qual uma vítima é condenada a morte fixando-a à cruz atando-lhe as mãos e os pés ou cravando-os com pregos para dar-lhe morte mais cruel.
Este processo de castigo era praticado por muitas nações da antiguidade. Alexandre, o grande, mandou crucificar 1000 tírios. Ciro, diz o historiador Josefo quando publicou o decreto concedendo a volta dos judeus para Jerusalém, ameaçou de morte pela crucificação a todo aquele que embaraçasse a execução de sua ordens. Antíoco Epifanes crucificou a muitos judeus que recusavam a abandonar a sua religião em contrário as sua ordens.
Entre os romanos a crucificação era plena infligida somente aos escravos ou aos libertos que tinha cometido crime hediondos. Os cidadãos romanos eram isentos desta pena em virtude de leis especiais. Eram muitos comuns as crueldades que precediam o ato da crucificação; açoitavam o paciente e depois dilacerado o corpo obrigavam-no a carregar a cruz (Mt 27:28; Mc 15:15; Jo 19:1). Se a vítima tinha que ser atada à cruz a morte era mais lenta. Este caso se dava pela fome e pela sede uns três dias depois, e em alguns casos acontecia o mesmo com os que eram pregados.
Quando era necessário apressar a morte do condenado, quebravam-lhe as pernas (Jo 19:31-33). Tito mandou crucificar a muitos judeus após a tomada de Jerusalém. Constantino aboliu este gênero de marte em todo o império romano.


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